Festas São Pedro em Retrospectiva

Dedicar um olhar retrospectivo às Festas de São Pedro é reconhecer, reviver e apreender estilos, configurações, linguagens e mentalidades. É sobretudo valorizar a memória das gentes portomosenses que se enriquece pela lembrança de vivências associadas ao arraial, ao popular, à confraternização, ao sentimento de pertença a uma comunidade que, anualmente, desde há longas décadas, se une e vive, entre gerações, o momento da Festa em torno do Patrono desta vila, São Pedro.

Com recurso ao arquivo da Câmara e com a colaboração de diferentes pessoas, possibilita-se, através do documento e da fotografia, uma visão, no âmbito cronológico, do evoluir destas festividades. Década a década, destacam-se acontecimentos, organizações, eventos, figuras que sugerem a reconstrução deste ideário festivo que chegou até aos nossos dias.

Para que recordemos o que foi, para que conheçamos como foi, para que percebamos que vale a pena continuar!

Década de 50

Com um carácter predominantemente religioso, as Festas de São Pedro eram já uma celebração de referência no início desta década.

A tradição inerente às comemorações dos Festejos de São Pedro ganha tal significado que no ano de 1954 é pedido em reunião de Câmara “... a criação do feriado municipal por ocasião das tradicionais festas e feira anual (...) que tem lugar todos os anos em vinte e nove de Junho, ...” (Reunião de Câmara de 06-05-1954 in Livro de Actas n.º 39 – fl. 51).

Em 1959, volta a ser reiterado o mesmo pedido, apoiado na certeza do cumprimento de um dever para com o povo do concelho.

“Porque se trata de um dia que há muitíssimos anos tem sido consagrado a São Pedro, Orago da Vila, cujas festas se realizam, em sua honra, todos os anos, promovidas pelas entidades religiosas e civis, com a colaboração do povo do concelho, que nesse dia acorre a esta vila para festejar o primeiro Vigário de Jesus Cristo, a Câmara resolve renovar o pedido a Sua Excelência o Ministro do Interior, pois considera a criação do feriado um caso justo.” (Reunião de Câmara de 23-05-1959 in Livro de Actas n.º 48 – fl. 11 e 11-v).

Década de 60

“O Moderno Espectáculo Rádio-Publicitário e Artístico.”
“Uma voz, uma revelação de valor certo.”
“Um nome, um artista da rádio e da T.V.”
“Grandioso Baile...”
“Deslumbrante Iluminação e Ornamentação...”

Expressões característica que são laivos de uma linguagem que marcou uma época, pautada, por um lado, pela austeridade e pela contenção na expressão de ideais, mas, por outro, pelo reforço do elogio rebuscado em torno de símbolos, ídolos ou práticas.

Década de 70

Ao longo dos anos, a organização dos Festejos de São Pedro esteve a cargo de diferentes Comissões, por iniciativa de diversas entidades. O final da década de 60, nomeadamente 1969, e, praticamente, toda a década de 70 trouxe esta responsabilidade à Associação de Bombeiros Voluntários desta Vila, com o apoio da Câmara Municipal, revertendo os lucros a favor daquela entidade, com vista à construção do novo quartel.

 

“A Câmara tomou conhecimento e deliberou colaborar nestas festividades, da maneira do costume, já porque se trata das festas populares com maiores tradições no concelho já porque o seu lucro, quando há, se destina aos Bombeiros Voluntários...” (Reunião de Câmara de 04-05-1971 in Livro de Actas n.º 61 – fl. 174)

Em 1977, a ambição há muito expressa consegue, finalmente, fazer-se ouvir e o Feriado Municipal passa a ser comemorado no dia 29 de Junho.

“Alteração do Feriado Municipal” – O Presidente da Câmara informou a Assembleia de que correspondendo a um anseio de muitas pessoas de Porto de Mós, especialmente da Vila e lugares vizinhos, a Câmara Municipal entendia transferir o dia do Feriado Municipal do dia catorze de Agosto para o dia vinte e nove de Junho, que é o dia das Festas da Vila e Concelho de Porto de Mós, tanto mais que a experiência colhida ao longo de dezasseis anos em que vigorou o Feriado Municipal em catorze de Agosto, se colheu a experiência de que era um dia morto para a generalidade das pessoas do Concelho que normalmente aproveitavam essa data para deixarem Porto de Mós (...) Posto à votação este assunto foi aprovado por vinte e um votos (por unânimidade).” (Reunião da Assembleia Municipal de 30-03-1977 in Livro de Actas n.º 1 – fl. 27 e 27-v)

Em 1979, a Associação Desportiva Portomosense assume a iniciativa:

“Foi presente pela Associação Desportiva Portomosense uma relação das receitas e das despesas com as Festas pela qual se verifica que a receita foi de quatrocentos e oitenta e seis mil seiscentos e cinquenta escudos e a despesa de quinhentos e oitenta e nove mil quinhentos e quarenta e um escudos,...” (Reunião de Câmara de 23-07-1979 in Livro de Actas n.º 68 – fl. 155v e 156)

Década de 80

1983 marca o início do abraçar das Festas pelo Fundo Social dos Trabalhadores da Câmara Municipal. Há 24 anos que assim acontece!

 

“A Câmara (...) deliberou convidar o Fundo social dos Trabalhadores (...) para fazer as festas.” (Reunião de Câmara de 08-04-1983 in Livro das Actas n.º 72 – fl. 195)

1984 – As primeiras Marchas Populares

1984 – O concurso do Vestido de Chita

1985 - O primeiro Festival da Canção

A cor, a ousadia, a liberdade expressa em novas configurações.

Década de 90

A década de 90 trouxe uma projecção significativa a estes festejos. A mostra das actividades económicas do concelho, corporizada na primeira Expomós, em 1992, é disso exemplo.

 

Aliás, o ano das Festas de São Pedro 92 foi marcado pelo alargamento de ofertas em termos de infraestruturas culturais e desportivas, inauguradas no decorrer dos festejos. Foi o caso da Biblioteca Municipal e do Pavilhão Polidesportivo.

Em 1993, surgem as Tasquinhas, iniciativa que até hoje se mantém “viva e de boa saúde” e que foi evoluindo, em termos qualitativos, ao longos dos anos, constituindo-se, actualmente, como um dos principais pontos de atracção, dentro do programa das festividades.

Primeira Década do Século XXI

Em 2000, as festas despedem-se da Av. Sá Carneiro e do recinto em torno do Mercado Municipal, deixando adivinhar, pela realização de algumas actividades, o palco onde se desenvolveriam a partir do ano seguinte.

2001 é, então, o ano inaugural do novo espaço das Festas de São Pedro. O recinto limítrofe à antiga Central Termo-eléctrica recebe, desde então, estas festividades.


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